Represa de Itupararanga

Represa de Itupararanga

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A Área de Proteção Ambiental (APA) de Itupararanga foi criada pela Lei Estadual nº 10.100, de 01 de dezembro de 1998 e alterada pela Lei Estadual 11.579 de 02 de dezembro de 2003. A área de abrangência da APA corresponde à área geográfica da bacia hidrográfica formadora da represa de Itupararanga, denominada “Alto Sorocaba”, compreendida pelos municípios de Alumínio, Cotia, Ibiúna, Mairinque, Piedade, São Roque, Vargem Grande Paulista e Votorantim.

 

Represa de Itupararanga

A represa de Itupararanga foi construída pela LIGHT para gerar energia elétrica e entrou em operação em 1912. Em 1974 a usina passou a ser administrada pela Companhia Brasileira de Alumínio CBA, do Grupo Votorantim – onde a produção de 150 GWh de energia é exclusivamente utilizada pela empresa. Hoje a Represa passa por um processo de revalidação da sua concessão.

A represa está localizada no alto curso do rio Sorocaba, maior afluente do rio Tietê pela margem esquerda, e situa-se na área conhecida por Médio-Tietê. A bacia hidrográfica do rio Sorocaba é a segunda maior do Médio-Tietê, sendo a do Piracicaba a maior. A bacia do rio Sorocaba possui uma área de drenagem de 5.296 km², seu desenvolvimento se faz no sentido Sul-Leste, apresenta um comprimento aproximado de 120 km e uma largura média de 50 km.

Os principais formadores do rio Sorocaba, Sorocamirim e Sorocabuçu formam a represa de Itupararanga, e nas áreas de drenagem destes dois rios se concentram os maiores problemas ambientais. O rio Sorocaba é o responsável por grande parte do abastecimento de água dos seguintes municípios: Sorocaba, Votorantim, Mairinque, Alumínio, Ibiúna e São Roque (população abastecida em torno de 800.000 habitantes). Além de representar um manancial com boa qualidade de água em sua maior parte, possui, principalmente em sua margem direita, grande porção contínua de área natural, constituindo importante remanescente vegetal e de refúgio para fauna.

Nas margens da represa de Itupararanga, além do uso agropecuário, tem sido observado o aumento de áreas ocupadas por empreendimentos imobiliários, como chácaras e casas de recreio.

As principais atividades antrópicas que tem comprometido a qualidade ambiental da represa de Itupararanga são:

a) Loteamentos que desconsideram critérios ambientais em sua implantação (tratamento de esgotos, manejo adequado do solo e desmatamentos);

b) Uso intensivo de irrigação;

c) Utilização indiscriminada de agrotóxicos;

d) Falta de zoneamento territorial que discipline uso e ocupação do solo.

A análise dos diferentes cenários frente aos objetivos da Unidade de Conservação, se faz necessária para que as decisões e planejamento da gestão em curto, e médio prazos sejam eficazes.

Estrada Irineu Campos
       Votorantim - SP